sexta-feira, 20 de maio de 2011

Desabafando com a Lua...


Não te escondas Lua bela
Não fujas do meu olhar
Pois preciso de tua beleza
Para continuar a trilhar

Este caminho de solidão
Sem estrelas no meu céu
Não faças como o meu amor
Que fugiu do abraço meu

Teve medo do sentimento
Puro que lhe dediquei
Não soube apenas apreciar
O carinho que lhe dei

Não queria nada em troca
Não desejava o mesmo sentir
Queria apenas a presença terna
Que preenchia o meu existir

Agora caminho vazia
Pois vazia sem ele estou
Falta um pedaço de mim
O pedaço que ele levou

Não lutei, não disse nada
Ele quis partir, ir-se embora...
Sua vontade foi respeitada
Deixei-o ir sem demora

Restou-me apenas essa dor
Que partilho contigo, ó Lua
Tu que tanto já me ouvistes
Que vistes minha alma desnuda.

Exponho a ti meu sofrimento
Já que perdi meu melhor amigo
O que me ouvia todas as horas
Que sempre estava comigo

Mas quero que seu coração
Nunca esqueça essa poetisa
Que onde esteja o meu amigo-amor
Lembre sempre a sua amiga

Como prometi tantas vezes
O meu amor será eterno
Manterei minha palavra
Num lugar bastante terno

Lugar este que hoje
Se encontra abandonado
Mas cuidarei com carinho
Desse coração machucado.

Por favor querida Lua
Não conte para ninguém
Deste segredo que a pouco
Sem receio lhe revelei

Pois já me basta o desprezo
De quem sem querer o descobriu
E que por medo de amar
O meu coração partiu...

Simplesmente eu mesma... 20.05.11 às 22h57

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Soneto de mim



Querid@s...remexendo ontem a noite as caixas de minhas papeladas, encontrei muito bem guardada a versão do poema "Simplesmente eu mesma", em forma de Soneto...e adivinhem?!
Eu me lembro muito bem que o escrevi (e desenhei) em meios as aulas de Antropologia Filosófica, que o Pe. Laudato não saiba disso, rsrs...
Segue abaixo para apreciação...


Mais do que nunca
Sou o que sou
Sendo o que era
Do que sobrou

E também sendo
Um novo ser
Mais forte, mais vivo
Sem de mim esquecer

Vou me perguntando sem cessar
Questionando tudo e todos
Para assim em transformar

Vou cantando entre as estrelas
Vou me mudando aos poucos
Sendo simplesmente eu mesma.

30/09 - 02/10/2008

domingo, 6 de março de 2011

Para tia das minhas filhas...

Queria escrever um poema
Que não só falasse de amor.
Falasse da tua alma, criança
Que vive com esplendor

Queria escrever um poema
Que não lembrasse despedida
Que simplesmente trouxesse
A doçura da tua vida

Queria escrever um poema
Que imprimisse tua beleza
Que eternizasse teu sorriso
Afastando minha tristeza

Queria escrever um poema
Que só lembrasse nossa infância
Que afastasse a saudade
Que sinto por esta distância.

Queria escrever um poema
Que te coubesse por inteira
E onde tua voz me cantasse
A eterna canção das estrelas. (pois sim, elas cantam e nós sabemos que sim!)

Simplesmente: eu mesma a Rayne Vitória.
Em: 04.07.10 às 23:10.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Manhã de Fevereiro

Perdoe-me
Mas é preciso desabafar
Nesta manhã fria de fevereiro
A saudade volta a atormentar.

Como se não fosse o bastante
Eu mesma me torturo
Ouvindo as músicas igualmente frias
Como se eu quisesse reviver tudo.

Vai entender o coração...
A vontade de sofrer e de amar
De viver cada segundo
A triste sina de esperar

Pelo momento sagrado
Daquele abraço apertado
Que o tempo e a distância
Fazem tudo pra nunca chegar...

Simplesmente: Aída Em: 26/02/2009 às 08h02.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tarde



Está ficando tarde...
Mas não tenho vontade de ir embora
Queria ao menos mais um tempo
Mais um abraço com demora

Está ficando tarde...
E meu coração cada vez mais apertado
Eu sinto a todo o momento
O medo do tempo findado


Está ficando tarde...
Minha noite sempre mais fria está congelando
Falta calor da presença
Só a solidão vem ficando.

É tarde
Mas te sinto ainda tão perto
E a meu lado resta o mesmo amor
Que me insiste em ser eterno.

Simplesmente eu mesma 11.02.2011 17h14

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Alguma dúvida?


E se eu falar que te amo?
Acreditaria?!
Pois deveria acreditar.
Só isso é o bastante para mover meu ser.

E se eu falar que te odeio?
Acreditaria?!
Pois deveria imaginar
Que é este meu terrível medo.

E se eu falar que te seguiria?
Acreditaria?!
Pois olha nos meus olhos
E vê o quanto isso é sincero.

E se eu falar que te necessito?
Acreditaria?!
Pois sente a minha alma
Unida a tua sendo uma só.

E se eu falar que te admiro?
Acreditaria?!
Pois ouça em minha voz
O tamanho do meu encanto.

E se eu falar que te temo?
Acreditaria?!
Pois sente meu desespero
Num único dia de tua ausência.

E se eu falar que vou embora?
Acreditaria?!
Pois pensa num futuro incerto
E toma a tua decisão.

E se eu falar que teu silêncio... (é... o teu simples calar)
Já diz tudo que preciso?!
Acreditaria nessas coisas que te digo.
Viria comigo e seria feliz.
Pois só coragem nos falta diante de tantas (in)certezas....


Simplesmente eu mesma... às 19h20. Em: 18.01.11

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Castelo...

E o meu castelo?
Será que o construí ali na esquina?
Será que o construí nas nuvens de um céu com estrelas?
Será que realmente eu o construí?
Sim. Tenho certeza que sim. Porém, às vezes eu me perco de mim mesma e esqueço o caminho. É necessária uma guerra, uma batalha... e lá vou eu, de volta para o meu castelo.
Ele é feito de coisas simples, mas significativas... Sonhos e realidades, amores e amizades, pessoas e caminhos, músicas e palavras, lugares e perfumes... E pronto! Ele se torna tão belo com suas cores vibrantes!
E ai de quem tentar destruí-lo. Levei anos, uma vida inteira para alicerçar cada tijolo! Levei uma existência para que cada lágrima juntasse um por um dos materiais.
Cá estou eu, de volta para o meu castelo, há mais um tijolo sendo colocado agora! Ele tem nome, mas um nome que jurei não revelar e este nem sabe disso.
Desculpa, eu não disse uma coisa importante... meu castelo ainda está em construção. E então às vezes eu me confundo e quero colocar um tijolo em outro castelo, mas ele não se encaixa. Aí me dou conta de meu “egoísmo-solidário”...
Cá estou eu com uma nova lágrima...ela é tão pequena que nem sei se vai conseguir grudar o tijolo... mas esse tijolo é tão importante! Quão forte agora eu sou com ele!
Queria agradecer a esse tijolo, mas não posso, pois ele já não tem ouvidos para mim.
Cá estou eu, de volta para o meu castelo. Ganhei uma nova flor de brinde e meu jardim eu preciso agora aumentar. Vai ser lindo quando as borboletas chegarem. Será belo, não é?
E mais belo será quando alguém puder compartilhar comigo o cheiro de meu jardim...
E mais belo será quando da sacada, eu vislumbrar uma carruagem, os portões abertos... Será belo poder ter companhia para o meu castelo, pois senão, qual sentido teria para esse castelo? Enfeite? Não. Minha alma não quer um enfeite, ela quer movimento, toque e calor, ela quer o pulsar, o cheiro e o amor...
Seja bem-vindo ao meu humilde castelo, construído com a ajuda de cada coisa de minha pequena existência e habitado por enquanto por simplesmente eu mesma.

Simplesmente eu mesma... às 22h48 Em: 28.12.2010.